
A startup norte-americana Radia continua fortalecendo sua colaboração com fornecedores europeus no desenvolvimento do WindRunner, uma aeronave de carga de grande porte projetada para atender às necessidades estratégicas de transporte aéreo militar da OTAN. Caso seja construído, o WindRunner será o maior avião do planeta.
Recentemente, a empresa escolheu a francesa Latecoere para criar o sistema de interconexão elétrica, enquanto a britânica Stirling Dynamics ficará responsável pela integração dos controles de voo.
Anteriormente, a Radia havia contratado o italiano Leonardo para a fuselagem, a Magnaghi Aerospace para o sistema de trem de pouso, a espanhola Aernnova para as asas e a Aciturri para a empenagem. A fornecedora americana Astronautics será responsável pelos sistemas aviônicos.

Outros parceiros incluem a brasileira Akaer, que desenvolverá a cabine pressurizada, a britânica Element Materials Technology para o sistema de combustível e a americana Ingenium Technologies para o sistema de controle de sustentação.
A consultoria em segurança e certificação ficará a cargo da AFuzion, sediada em Nova York, e a empresa italiana Atitech será responsável pela manutenção, reparos, revisão e serviços de engenharia, além de apoiar a futura linha de montagem final da Radia.
Essa ampliação das parcerias europeias ocorre paralelamente ao anúncio da OTAN sobre a criação de uma frota multinacional de Airbus A400M para suprir lacunas na capacidade de transporte estratégico entre os aliados europeus, com o suporte de países como Bélgica, Croácia, França, Polônia, Espanha, Turquia e Reino Unido.
Atualmente, a OTAN conta com três programas para aumentar sua capacidade de transporte aéreo: o Strategic Airlift International Solution (SALIS), o Strategic Airlift Capability e a Multinational Multi-Role Tanker Transport Fleet.
O SALIS garante o acesso de nove países parceiros a até cinco Antonov An-124-100, por meio de um contrato de cinco anos com a Antonov Logistics SALIS, válido até o fim de 2026.
O WindRunner tem lançamento previsto para 2030 e pretende substituir a frota envelhecida de An-124 em serviço comercial. A Radia planeja operar a aeronave para oferecer serviços de transporte de cargas volumosas tanto a clientes comerciais quanto militares, além de disponibilizá-la para venda a grandes operadores militares.
Enquanto o An-124-100 tem capacidade para até 120 toneladas métricas e o A400M suporta 37 toneladas, o WindRunner foi projetado para transportar cerca de 72,6 toneladas métricas. Seu tamanho permite, por exemplo, transportar seis helicópteros Boeing CH-47 ou quatro caças Lockheed Martin F-16 em voos de até 1.100 milhas náuticas sem necessidade de desmontagem, segundo a Radia.





