
A American Airlines reportou receita recorde de US$ 16,7 bilhões no segundo trimestre, encerrado em 30 de junho, mas o aumento expressivo dos custos com combustível quase anulou esse desempenho, provocando queda de 88% no lucro líquido do período, que foi de apenas US$ 71 milhões, em comparação ao mesmo trimestre de 2025.
A companhia, com sede no Texas, anunciou que as despesas com combustível cresceram mais de 83% em relação ao ano anterior, com o preço médio do galão subindo de US$ 2,29 para US$ 4,05.
Somados aos resultados financeiros negativos do primeiro trimestre, a American Airlines acumulou prejuízo de US$ 311 milhões no primeiro semestre, contra lucro líquido de US$ 126 milhões nos seis primeiros meses do ano passado.
A previsão da empresa não descarta perdas no resultado anual, devido à expectativa de que os preços do combustível permaneçam elevados pelo restante de 2026.
Apesar dos resultados decepcionantes, o CEO Robert Isom destacou o crescimento de receita superior a 16% no segundo trimestre, superando as expectativas iniciais, com destaque para o desempenho das cabines premium e o forte crescimento da receita doméstica, que avançou 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Isom ressaltou que a estratégia comercial da companhia, baseada em quatro pilares, elevar a experiência do cliente, expandir a rede global, impulsionar a receita premium e liderar em programas de fidelidade, foi fundamental para esse desempenho.
No entanto, críticos apontam que a aposta tardia da American Airlines no segmento premium deixou espaço para concorrentes como Delta e United consolidarem sua liderança entre viajantes que gastam mais.
Enquanto isso, a companhia ainda oferece um produto com preço e características próximas ao modelo low-cost em sua malha doméstica.
Apesar de a situação não ser catastrófica, os resultados financeiros recentes aumentam a pressão sobre Isom e a diretoria da American Airlines para possíveis mudanças na liderança da empresa.





