Sem aviões, balões de ar quente tripulados são vistos sobre o centro de São Paulo

Um vídeo bastante curioso está circulando na internet e nas redes sociais. Nele, balonistas filmam seus balões de ar quente em tour pelos céus do centro de São Paulo, que outrora são tomados por aviões e helicópteros.

O vídeo foi gravado por um dos balonistas e rapidamente se propagou pela internet. Nas imagens, é possível ver toda a região do centro de São Paulo, com seu mar de prédios e até a praça da praça da Sé, acariciados pelo sol do começo da manhã.

O silêncio só é quebrado pelo som dos queimadores e pela narração do balonista, enquanto seu veículo segue um companheiro e ambos têm seu rumo ditado pelo vento. O visual é deslumbrante e mostra a grandeza de uma das maiores metrópoles do mundo.

“Muito louco isso aqui, essa cidade é maravilhosa de cima, vocês podem ver. Pessoal, muito louco”, disse o balonista não identificado.

Ainda não temos informações de quando o vídeo foi gravado e, aparentemente, observa-se apenas dois balões, já que na visão de 360 graus não é possível ver mais nenhuma aeronave.

É uma prática legal, mas exige aprovação

Com um tráfego aéreo intenso 24 horas por dia, em tempos normais, ver balões de ar quente como esses sobre a cidade de São Paulo é algo raríssimo, mas isso não significa que seja proibido.

O que o balonista credenciado precisa fazer é solicitar autorização aos órgãos competentes, em especial o Serviço Regional de Proteção ao Voo (SRPV). Nesse pedido, ele precisa demonstrar claramente seus planos, as regiões da cidade que serão cruzadas e onde pretende pousar o balão – poucos sabem, mas é possível manobrar a aeronave usando suas cordas e alterando seu perfil.

Acontece que, com a quantidade de aviões indo e vindo, a chance de obter uma aprovação para cruzar a cidade é bastante baixa. No entanto, essa probabilidade cresce significativamente em tempos de pandemia, quando 90% da frota das empresas brasileiras está no chão.

De qualquer forma, aos interessados, ainda é possível voar de balão no interior de São Paulo, por exemplo, na cidade de Boituva, um pólo para quem gosta de balonismo e de para-quedismo.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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