
A SWISS divulgou nesta semana a conclusão da investigação sobre o incidente registrado no voo LX16, que fazia a rota entre Zurique, na Suíça, e Nova York, nos Estados Unidos com um Airbus A330-300. A companhia confirmou que a fumaça observada a bordo foi causada por um estojo carregador de fones de ouvido que ficou preso em um assento da aeronave.
O incidente ocorreu na última segunda-feira (27), quando a tripulação do Airbus desviou o voo para o Aeroporto Internacional de Bangor, no estado americano do Maine, após o surgimento de fumaça na cabine. O pouso foi realizado em segurança.
Após o desembarque, uma equipe técnica da SWISS foi enviada ao aeroporto para inspecionar o avião. Segundo a companhia, as investigações apontaram que o estojo (case) escorregou para dentro da estrutura de um assento e ficou preso, sofrendo danos que provocaram aquecimento e emissão de fumaça.
De acordo com a empresa, tratava-se de uma case comum que, além de armazenar os fones de ouvido sem fio via bluetooth, possui função de carregamento por meio de uma bateria integrada, semelhante a um power bank.
A SWISS ressaltou que muitos dispositivos eletrônicos utilizam baterias de lítio, que podem superaquecer e, em casos mais graves, provocar incêndios caso sejam danificadas ou apresentem falhas. Por esse motivo, a companhia reforçou as regras já adotadas para o transporte e uso desses equipamentos durante os voos.
Desde o início deste ano, a utilização de power banks a bordo está proibida nos voos da empresa. Com isso, passageiros não podem utilizar esses dispositivos para recarregar aparelhos eletrônicos nem carregar os próprios power banks durante a viagem.
Apesar da restrição de uso, cada passageiro ainda pode transportar até dois power banks na bagagem de mão ou junto ao corpo. Os dispositivos devem permanecer com o passageiro, no bolso do assento ou em uma bagagem armazenada sob o assento à frente, sendo proibido levá-los na bagagem despachada ou nos compartimentos superiores da cabine. As mesmas regras também se aplicam aos cigarros eletrônicos.
A companhia informou ainda que orienta os passageiros, por meio do vídeo de segurança exibido antes da decolagem, a comunicar imediatamente a tripulação caso algum dispositivo eletrônico aqueça, emita fumaça, apresente danos ou caia sob o assento.
Segundo a SWISS, embora o incidente no voo LX16 tenha envolvido apenas um pequeno estojo carregador, baterias de maior capacidade, como as encontradas em power banks convencionais, podem representar riscos significativamente maiores em caso de danos ou mau funcionamento. Por isso, a empresa afirmou que continuará promovendo campanhas de conscientização sobre o tema e reforçou que a segurança também depende do cumprimento das regras por parte dos passageiros.
A companhia elogiou a atuação da tripulação do voo LX16, afirmando que os pilotos seguiram corretamente os procedimentos previstos para situações envolvendo fumaça de origem desconhecida. Nesses casos, o protocolo determina o desvio imediato para o aeroporto adequado mais próximo, medida adotada de forma preventiva para preservar a segurança.
Os comissários de bordo também receberam reconhecimento da empresa. Segundo a SWISS, eles passam por treinamentos específicos para lidar com incêndios, fumaça e dispositivos alimentados por baterias de lítio. Todas as aeronaves da companhia também transportam bolsas especiais resistentes ao fogo, conhecidas como Lithium Safe Bags, utilizadas para isolar equipamentos que apresentem superaquecimento ou inchaço.
Por fim, a SWISS esclareceu que continuam circulando informações incorretas de que teria ocorrido um incêndio na cabine de comando do voo LX16. A empresa afirmou que isso nunca aconteceu e reforçou que houve exclusivamente fumaça na cabine de passageiros, visível apenas na parte dianteira da Classe Executiva. Segundo a companhia, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) corrigiu pouco depois um relatório inicial que mencionava, de forma equivocada, um incêndio na cabine de comando.





