
Dez profissionais de fiscalização da Urbanização de Curitiba S.A (Urbs) participaram, nesta semana, de um curso de Capacitação e Habilitação para Pilotagem de Drones. O treinamento reuniu aulas teóricas e práticas e preparou os agentes para utilizar a tecnologia de forma segura e eficiente como ferramenta de apoio às atividades de fiscalização da mobilidade urbana.
Na etapa teórica, os participantes conheceram os diferentes tipos de drones e suas características, além de conteúdos relacionados à regulamentação para a operação dos equipamentos. Também foram abordadas normas e procedimentos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Ministério da Defesa.
Entre os temas apresentados estiveram ainda o cadastramento de drones e pilotos, a solicitação de voos pelo SARPAS, a elaboração de planos de voo e os aspectos meteorológicos que devem ser considerados durante as operações.
Já nas atividades práticas, os agentes aprenderam procedimentos como montagem e calibração dos equipamentos, configuração da bússola e da Unidade de Medição Inercial (UMI), utilização do recurso de retorno automático (RTH), elaboração de plano de voo no local e protocolos para situações de emergência e pane. A capacitação também incluiu rotinas de pilotagem, produção de fotos e vídeos aéreos e movimentações avançadas com os drones.
Os dez profissionais foram selecionados previamente, levando em consideração critérios como disponibilidade, aptidão e características compatíveis com a formação. Para a Urbs, a capacitação representa tanto uma oportunidade de desenvolvimento profissional dos colaboradores quanto um investimento na qualificação das equipes e na incorporação de novas tecnologias às atividades de campo.
Segundo o gestor da Fiscalização, Claudinei Moro, a utilização dos drones deve ampliar a capacidade de observação, registro e produção de informações durante as operações.
“Os drones devem ter maior impacto nas situações em que seja necessária uma visão ampla, rápida e privilegiada do espaço urbano, complementando a atuação das equipes em solo”, explica Claudinei.
Entre as possíveis aplicações estão o acompanhamento do transporte coletivo, acidentes e outras intercorrências, eventos e a fiscalização de táxis, transporte escolar, fretamento e veículos de aplicativos, além de operações integradas.
Um dos agentes que concluiu a capacitação, Fábio Follador, destaca o potencial da ferramenta para agilizar a resposta das equipes em situações que afetam a circulação dos ônibus.
“Com o uso de drones, será possível se aproximar da situação mais rapidamente e informar o CCO com clareza sobre o que aconteceu. Por exemplo, em um acidente em que há bloqueio de canaleta, vamos agilizar os desvios dos coletivos e reduzir o impacto para a população”, afirma Follador.
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