Comissário acusa passageiro de 70 anos de assédio sexual após confusão com saco de lixo

Um voo da United Airlines para a Coreia do Sul terminou em confusão quando um comissário de bordo acusou um passageiro de 70 anos de assédio sexual por conta de um suposto contato físico ocorrido durante o recolhimento do lixo na cabine.

Segundo a família do passageiro, o episódio foi resultado de um mal-entendido, mas o incidente acabou levando à intervenção policial no desembarque, deixando o idoso apreensivo quanto a possíveis consequências legais.

O relato veio à tona após um dos filhos do passageiro recorrer ao Reddit em busca de orientações, preocupado com possíveis problemas para o pai, que tem dupla cidadania (EUA e Coreia do Sul), ao tentar retornar aos Estados Unidos.

Segundo a versão da família, tudo começou após o jantar a bordo, quando o passageiro tentava jogar o lixo em um saco carregado pelo comissário.

O lixo caiu, e o senhor se curvou para pegar e jogá-lo enquanto o comissário se movimentava à frente. Neste momento, teria ocorrido um contato físico, que o tripulante considerou assédio.

“O comissário ficou extremamente irritado, repreendeu meu pai em público e reteve os passaportes deles por um bom tempo”, detalhou o familiar em sua postagem. Havia um outro tripulante a bordo que falava coreano, mas, segundo os relatos, não atuou para facilitar a comunicação e esclarecer o ocorrido.

Ao chegar ao destino, as autoridades locais foram acionadas. Os passageiros precisaram permanecer sentados enquanto seguranças embarcavam para retirar o casal e interrogá-los. As autoridades avisaram que o comissário acusava o idoso de assédio, mas o tripulante recusou-se a continuar falando sobre o caso com os policiais no aeroporto.

Até o momento, não há confirmação de que um boletim de ocorrência foi registrado ou se existem testemunhas do gesto. Especialistas e outros passageiros da United manifestaram no fórum que, considerando a recusa do comissário em depor, o caso dificilmente deve avançar, e não deverá impactar a entrada do passageiro nos Estados Unidos.

O contexto revela como o aumento de denúncias e medidas para combater o assédio sexual na aviação tem levado companhias aéreas e tripulações a adotar posturas mais rígidas, com treinamento especial para proteger vítimas e recomendação de sempre confiar no relato do denunciante, além de acionar as autoridades no aeroporto de chegada.

Apesar desse esforço, sindicatos e organizações do setor seguem cobrando mais atenção e medidas preventivas, especialmente diante do crescimento de ocorrências entre passageiros. Os familiares esperam que a situação se resolva sem prejuízo para o passageiro.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias