Estatal venezuelana queria voar para a Colômbia, mas se esqueceu de um pequeno detalhe

Depois que o governo venezuelano abriu as fronteiras para voos de e para a Colômbia, diversas empresas aéreas dos dois países vizinhos demonstraram interesse em iniciar ou retomar rotas. O mesmo aconteceu com a estatal Conviasa, que anunciou os voos, mas se esqueceu de um detalhe importante: as sanções dos Estados Unidos.

Por conta dos embargos contra a companhia do país governado por Nicolás Maduro, o Ministério dos Transportes colombiano não pôde autorizar os voos da Conviasa. Há vários anos que a estatal está bloqueada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento de Estado dos Estados Unidos, segundo a TV colombiana Caracol.

A OFAC passou a incluir a Conviasa na lista de pessoas jurídicas sancionadas por supostos vínculos com o tráfico de drogas e outras atividades ilegais, segundo julgamento americano. A penalidade se estende a todas as aeronaves operadas pela companhia aérea.

Por fim, aquele anúncio que a Conviasa fez, de faria seu primeiro voo entre Caracas e Bogotá no dia 26 de setembro, já foi por água abaixo. A rota seria operada duas vezes por semana.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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Essa liminar reverte a decisão anterior, que havia indeferido o pedido de tutela feito pelo SNA, na ação coletiva contra a empresa.