Ex-comissária do jatinho de DJ Khaled acusa piloto de assédio e processo detalha retaliação

Foto: Arquivo DJ Khaled

Uma ex-comissária de bordo que trabalhou no jato particular de US$ 50 milhões do rapper DJ Khaled está processando o artista, alegando ter sido vítima de assédio sexual persistente durante o emprego.

De acordo com a denúncia apresentada em um tribunal federal dos Estados Unidos no dia 27 de outubro, Sierra Storm, de 31 anos, afirma que o ambiente de trabalho era tão hostil que ela passou por uma cirurgia para retirar os implantes de mama, tentando escapar da atenção indesejada, tentativa que, segundo ela, não surtiu efeito.

Storm relata que o chefe de pilotos, Esterman Rumbos, fez repetidos avanços sexuais, incluindo comentários de teor íntimo sobre seus pés, toques não consentidos e até tentativas de alimentá-la à força durante um jantar da equipe.

Comissária Sierra Storm

Ainda segundo o processo, Rumbos teria beijado a mão da comissária sem permissão e, após o retorno dela da cirurgia, tocado seu seio sem consentimento, apenas três dias depois de voltar ao trabalho.

A situação teria se agravado após Storm relatar o comportamento do superior. Ela afirma que foi afastada do avião de Khaled, perdendo o cargo cuja remuneração anual girava em torno de US$ 350 mil. O processo alega assédio sexual, retaliação e danos emocionais, e busca uma indenização.

DJ Khaled foi incluído como réu, apesar de as denúncias envolverem o piloto e outros integrantes da equipe de aviação, não havendo alegações de conduta física por parte do próprio artista.

Os fatos ainda não foram julgados. Segundo o jornal britânico Daily Mail, representantes de Khaled, do piloto Rumbos e da Solairus Aviation, operadora da aeronave, não responderam aos pedidos de comentário.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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