
O presidente americano Donald Trump precisou fazer um “drible” para diminuir as chances de ser atacado pelo Irã durante sua saída da Turquia, aponta uma investigação do Washington Post.
A visita para a Conferência da OTAN, em que Trump e outros líderes foram agraciados com um revólver .357 com munições reais, trouxe muita atenção por ser o primeiro deslocamento internacional com o novo Air Force One, que é o Boeing 747-8i doado pelo Catar e designado VC-25B “Tampão”, até que os Jumbos encomendados originalmente pela Boeing fiquem prontos.
Desde a entrega deste avião tampão, ficou claro que a aeronave não teria as mesmas capacidades do par de novos VC-25B, que estão passando por modificações por um tempo quase 10 vezes maior que o 747-8 doado passou. Diante disso, ficou o questionamento se era seguro o presidente voar na aeronave, mas isso ainda ocorreu com a chegada de Trump em Ancara no avião com a pintura novinha em folha.

Porém, a volta, de maneira “surpreendente”, ocorreu no antigo VC-25A, o 747-200 utilizado já há décadas pelos presidentes americanos. Na ocasião, Trump afirmou que o novo 747-8i foi deslocado para a Base Aérea de Mildenhall, no Reino Unido, para que os militares dos EUA que ali estão baseados pudessem conhecer o avião, o que não teria muito sentido, já que o próprio Trump voou para lá em seguida.
O que parecia ser uma troca por prevenção revelou-se agora ser apenas uma primeira camada de segurança, com a segunda sendo o Boeing 757-200 presidencial, o C-32A. Segundo uma reportagem do Washington Post, Trump de fato embarcou no VC-25B, como inclusive foi mostrado ao mundo, mas saiu da aeronave por um caminhão de catering, que é usado para embarcar as refeições na aeronave.
A partir deste caminhão, o presidente foi até o avião ao lado, um C-32A, e nele embarcou e voou para o Reino Unido, com o indicativo de chamada no rádio sendo “Global Reach 18“, que é utilizado pelos aviões em missões logísticas na Força Aérea Americana (USAF), e não o indicativo “Air Force One“, que é utilizado quando o presidente está a bordo.
Todos acreditaram que ele estava no 747-200, já que os porta-vozes da Casa Branca também estavam e acompanhavam a imprensa convidada e outros membros da comitiva dentro da aeronave, mas Trump não falou com jornalistas durante o voo na jornada de volta.
REACH 18 (C-32A) just landed ahead of AF1 at Mildenhall with ADSB and MODE-S switched off.
— Thenewarea51 (@thenewarea51) July 8, 2026
🎥RankUpAviation https://t.co/GsLWg3usfz pic.twitter.com/aW9ibn6ocn
A destroca foi feita inclusive em Mildenhall, com Trump pousando um pouco antes no C-32B, que voou até território britânico com o ADS-B (mode S) do transponder desligado. Após o pouso do VC-25A, foi feito o deslocamento de maneira discreta até o 747, para então embarcar na Jumbo, sair pela porta dianteira, descer as escadas e então finalmente embarcar no novo VC-25B tampão rumo à Washington D.C.
Toda esta manobra teria sido necessária para minimizar ao máximo um eventual ataque do Irã, apesar de Teerã nunca ter conseguido de fato derrubar um avião americano fora do seu espaço aéreo, e ainda mais improvável dentro de um país da OTAN e a mais de 1.000 quilômetros de distância da fronteira iraniana.





