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FAB intercepta Cessna com matrícula clonada e piloto é preso com droga

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na manhã desta terça-feira (09/04), nas proximidades de Londrina (PR) uma aeronave de modelo Cessna C182, de matrícula clonada PT-CPR, que ingressou no espaço aéreo brasileiro oriunda do Paraguai.

Duas aeronaves de defesa aérea Embraer A-29 Super Tucano, e o avião radar Embraer E-99 foram empregadas na missão, realizada em conjunto com a Polícia Federal (PF).

A ação faz parte da Operação Ostium, interligadas ao Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF). O objetivo é coibir ilícitos no espaço aéreo brasileiro, no qual atuam em conjunto a FAB e Órgãos de Segurança Pública.

Inicialmente, aeronave foi vista/identificada na fronteira do Paraguai e Mato Grosso do Sul e foi interceptada no Paraná. Ao ingressar no espaço aéreo brasileiro, sem plano de voo, o avião passou a ser monitorado pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e pela PF.

A partir de então, os pilotos de defesa aérea seguiram os protocolos das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), a aeronave foi classificada como suspeita, conforme previsto no Decreto 5.144, de 16 de julho de 2004, e foi constatado que estava com matrícula clonada.

Foi determinado pelo piloto do A-29 pouso obrigatório em Londrina. A aeronave não cumpriu e fez um pouso forçado em uma pista de terra nas proximidades de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), às 11h10. Depois disso, a Polícia Federal assumiu as Medidas de Controle de Solo (MCS). O tripulante que estava a bordo foi detido e a carga suspeita (pasta base de cocaína) apreendida.

A clonagem de matrículas de aeronaves brasileiras é uma prática comum entre traficantes internacionais de droga, e uma apreensão recente no Paraguai flagrou uma aeronave sendo preparada para este fim: