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Tajiquistão pode ganhar aviões brasileiros A-29 Super Tucano que foram desertados

Os aviões militares de origem brasileira A-29 Super Tucano, da Embraer, poderão ter um novo dono após um impasse na Ásia Central.

Foto – U.S. Air Force/Staff Sgt. Larry E. Reid Jr.

Durante a retomada do poder pelo Talibã no Afeganistão, vários pilotos da Força Aérea Afegã acabaram desertando do país a bordo de alguns dos aviões A-29 Super Tucano da Embraer que estavam na frota.

Os aviões de ataque leve ao solo foram produzidos nos EUA pela Sierra Nevada, após o governo americano encomendá-los para reforçar a defesa do país asiático, que buscava por um momento de estabilidade..Inclusive, o batismo de fogo da aeronave brasileira, que é quando um avião entra pela primeira vez em combate real, foi na região, num ataque que matou alguns talibãs.

Enquanto algumas unidades ficaram no país e foram desativadas pelos americanos, antes da desastrosa saída, outras foram voando para os vizinhos Uzbequistão e Tajiquistão, comandadas pelos pilotos em fuga. Semanas depois disso, o Talibã pediu o retorno das aeronaves, entendendo que, por serem parte da Força Aérea Afegã, deveriam ficar com eles, que eram o novo governo.

Com suporte dos Estados Unidos, isto foi negado pelo Uzbequistão e, ao que indica, será também pelo Tajiquistão.

Em visita ao país, o General do Exército e comandante do Comando Central dos Estados Unido, Michael Kurilla, afirmou que está trabalhando para que os aviões fiquem onde estão.

Nós somos gratos as forças armadas da República do Tajiquistão pelo apoio contínuo à segurança das aeronaves afegãs que voaram para o país em agosto do ano passado. Nossa esperança é que possamos passar algum destes aviões ou até todos para o governo tadjique. Eu não tenho um prazo de quando isto irá acontecer, mas estamos trabalhando duro para que isto se torne realidade”, afirmou o General, segundo reporta a Reuters.

Atualmente, a Força Aérea do Tajiquistão tem uma frota bem pequena, se limitando a helicópteros, um avião de transporte Antonov An-26 e quatro jatos de treinamento avançado L-39 Albatross. A adição de aviões A-29 aumentaria o poder dissuasório do país, sem representar um grande aumento de custo.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A